dirás
que sou pobre espírito perdido sem causa
talvez
pouco mais que um bêbado vagabundo
a
cidade vê e não compreende
homens
de bem não querem compromisso
mulheres
fingem nada desejar e se escondem
dirão
que somos apenas dois mendigos caídos
lado a
lado com o álcool da mentira
na
veia pouco mais que pó e muitas ilusões
as
luzes sobre os postes nos iluminam
os
holofotes viram o rosto e nos negam apoio
achas
que esta vida já virou apenas uma lama
onde
há águas vivas que iludem e queimam
e
flores carnívoras que bebem sangue
não
posso culpar-te pois já fui assim
antes
forte e idealista
hoje
castelo de areia espalhado na multidão
sei
que a vida é areia movediça
para
ficar em pé é preciso agarrar-se
e
agora tão certo como a luz e a noite
reflexo
turvo de um pedaço quebrado de vidro
eu me
agarro à esperança que vejo em ti
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