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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

O SILÊNCIO DA CHUVA

Somos corações em trovoada
Tempestades rolando na madrugada
Somos clarão em meio ao trovejo
Somos o gosto amargo após um beijo

No coração uma queimadura leve
Nenhuma cura agora se atreve

E entre nós o silêncio da chuva...

Somos chama em meio ao oceano
Somos o certo errando em nosso plano
Os ninhos estão cheios,
E as gaiolas estão vazias

Somos pássaro de fogo e gelo
Somos fim sem nenhum meio
Ardendo na madrugada fria
Desleixados em meio a todo o zelo


E entre nós o vento e as folhas caídas...

GRITOS SUFOCADOS

Imagens são mágoas nas sombras da noite
Sob as luzes de neon
Gritos sufocados soam na madrugada,
Não se ouve mais nenhum som
Crimes e pecados são sempre ligados
Todo dia a nos assombrar

Oh! Primeiras páginas,
Já na alvorada,
Trazendo a violência a nos acordar!

Todo dia uma sombra nos cerca
Toda noite uma luz nos persegue
A insegurança nos cega
E escapar do mal ninguém consegue.

A NOVA MORAL

O controle remoto não funciona mais
O pão e o circo são as redes sociais
Computadores, notes e celulares
- Agora são os nossos novos lares
Pose para uma selfie agora
- Essa é capa de revista -
A garota que hoje ele namora
Já foi antes minha conquista
Não há nada que não dê pra fazer
Com um litro de álcool nas mãos
Não há nada a nos dar mais prazer
Que se unir na própria solidão
Um novo século já começou
E a gente ainda não se organizou
Pelas ruas, solta, há a violência,
A nova moral é a total indecência!

ONDE A TERRA ACABA

Quero acreditar que existe algo além
Quero poder ver e tocar o futuro que vem
Quero saber que o passado valeu
E o desejo de ser feliz
Em meu ouvido o tempo todo me diz
Lá não haverá só eu
Quero saber e por isso aqui estou
Nesta vida sem freio, não sei pra onde vou...
Mas não desisto
Não me importo e insisto
Eu traço o meu próprio futuro
Não espero em cima do muro
Eu quero estar com você...
Lá onde o horizonte toca as estrelas
E o ar frio me permite vê-las
Onde todas as luzes vejo se apagar
E tudo o que agora faço
É seguir os seus passos a me ilumimar
Eu quero poder lhe ver...
Mesmo nas trevas do espaço distante
Quero que nada seja como antes
E quando as ondas do mais alto mar
Ameaçam a minha vida levar
Vamos andar sobre as águas
E esquecer as nossas mágoas
Lá onde a gente chegar
O tempo não existirá
Além do tempo e do espaço estarei
Eu quero estar com você
Aqui onde acaba a terra
Aqui onde o mar se encerra

Só o céu, agora, a nos esperar...