eu vi
as almas perdidas na negra noite
rostos
pálidos e sem cores
olhos
negros encovados e profundos
caminhando
numa escuridão sem fim
a luz
da lua como manto e capuz
no
ermo de um coração vazio
braços
e pernas agitavam correntes
e suas
vozes lembravam murmúrios e ganidos
andavam
lentamente pela vastidão do infinito
através
das casas e dos prédios
pelas
ruas e pelos carros no asfalto
esperando
para invadir os lares e as mentes
ao
fundo o uivo dos lobos
à
frente apelas o vácuo e estradas sem fim
nunca
mais se pode ser o mesmo
pois
vi os espectros perdidos na noite
corri
de pavor em direção ao dia
enquanto
eles buscavam apenas por ajuda
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