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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A VAIDADE DE UMA MÁSCARA

na esquina vem dobrando a rua um baile de máscaras
onde se podem ver todos os planetas
circulando em torno de um mesmo denso e escuro sol
falsas divindades em show de horrores
vidas que seguem na estrada qual fantasmas
há plumas e paetês de todas as cores
uma confusão de sedas e brocados luminosos
há guerreiros lado a lado com doutores das leis
há piratas dividindo o licor com as feras
a esfinge busca apoio nos braços dos gladiadores
escravos debaixo dos olhos e suplícios de senhores
atena expondo sua beleza guerreira
vênus oferecendo seus lábios aos amantes
a madrugada segue pelo infinito
as túnicas vão se manchando de vinho e sangue
os disfarces desfazem-se nos cantos do escuro
porém as faces de pele e carne permanecem
imóveis em falsos sorrisos e lágrimas
nesta longa e infinita festa banhada de escuridão
- a vida agarrada à vaidade de uma máscara -
onde a euforia sob um disfarce dura uma hora
tudo o que resta é esse vazio por uma eternidade


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