a
chuva cai sobre a terra mansa e triste
sob a
janela
forma-se
uma triste cachoeira
levando
embora as folhas e os frutos
faz
esconderem-se pássaros e esquilos
devagar
a água vai levando embora
as
teias de aranha nas pedras
as
manchas de tinta na parede
lá
fora começa a tempestade
no
entanto por aqui já passou há tempos
deixando
um rio de tormenta
que só
agora se vai
e as
gotas que correm no chão
vão
pouco a pouco levando embora
mais
que esperança perdida
mais
que um sonho despedaçado
pois
deixam faíscas no barro
deixam
esporos na lama
levando
pólen para os musgos
pois a
vida cai sobre a terra mansa e triste
amansando
um coração
com a
esperança de uma colheita
que
crescerá à luz do amanhã
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