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domingo, 30 de março de 2014

A Árvore da Vida

   “E aconteceu que vi uma árvore cujo fruto era desejável para fazer uma pessoa feliz”.
(1 Néfi 8:10)

A voz do inimigo ressoa alta e forte nos ouvidos
Em meio às névoas do destino pela Terra.
Nem sempre é possível achar o caminho.

As pegadas seguem doridas e cansadas no deserto
E os joelhos por vezes fraquejam no chão.

Quais são os anjos em que podemos confiar?
Quais são as mãos amigas que se estendem?
Quais são os que nos empurram pelo caminho?

Há mãos e garras, aranhas e plumas nesse solo.
Às vezes a mais bela rosa esconde o pior espinho,
Os mais belos lábios lisonjeiam com falsidade.

A morte se esconde por trás da esquina errada.
Onde está a recompensa dos nossos esforços,
Onde está a terra que tanto dizem estar prometida?

Entre muitas matas e florestas, ermos desertos,
Divisa-se tão longe a luz da árvore da vida...

Lá espera como promessa, pelo peregrino fiel,
Aguarda, como um oceano após o deserto.
Mas tantos se apertam e se empurram pelo caminho
É cada vez mais difícil e dolorido para lá chegar.

Em meio a rios de imundície e profundos abismos,
Em meio à maldade que ergue prédios pelo ar,
Há uma rota, um caminho seguro para os passos?

Devagar, vê-se uma vara de ferro pelo chão,
A barra de fé, esperança e da humildade.
Lentamente restaura-se o amor nos corações,
Muda-se a vida e todos os atos, pensamentos.

É difícil sentir-se sozinho na escuridão;
Busquemos, pois, luz em nossas marcas no mundo.

Todas As Almas se Encontram

Nas esquinas da vida todas as almas se encontram
Tão sozinhas elas vagam, tão perdidas e sem sentido;
Os nossos lábios contam as mais variadas histórias
Entre a verdade e a mentira assim transitamos.

Como saber de alguém a mais pura verdade?
Como saber se são sinceros de alguém os lábios?
Como saber se há mel ou veneno por trás de um beijo?
Como saber se as mãos portam dedos ou aranhas?

Aonde vão os passos dos homens na noite depois
Que todas as coisas fecham os olhos?
Em que lugares divagam nossos pensares e agires
E como saber o que há por trás desse doce sorriso?

Há coisas que simplesmente não possuem resposta
Anedotas e charadas no silêncio e no escuro.
Há passos que apenas nós podemos trilhar
Em busca das respostas tão sérias que queremos.

Será que realmente desejamos a realidade?
Não seria melhor flutuar no invisível?
Talvez assim nos deixemos enganar demais por tudo
Mas há quem ache que assim está mais feliz...

Quem somos nós para qualquer julgamento?
Quem somos nós além de meras estátuas nas praças
Que nem sabemos quem são e fogem da verdade
Que por vezes nem queremos buscar?

Seria melhor prosseguir assim nossas pequenas vidas
À beira do mundo real vivendo em sonhos?
Seria melhor correr como loucos sob a chuva e assim
Desmaiar sozinhos, dentro da escuridão?

Na esquina da vida todas as almas se encontram.
Mas a sinceridade se busca nas curvas sobre o abismo.

Ser Humano

Sou vento, sou fogo, sou palha no fim da tarde.
A voar sem rumo e erro pelo vento.
Sou o sol que no poente brilha e arde.

Sou infinito guardado em breve momento.
Espinho da mais bela rosa a causar dor.
Sou tudo o que cabe em um só pensamento.

Sou ferrugem ainda a brilhar com todo o fulgor.
Breve infinito ao longo de todos os anos.
E paz que sobrevive à embriaguez do amor.

Sou tudo, sou nada, todos e ninguém, sou ser humano.

Primeiros Passos

A vida é muito mais que um pedaço de papel.
Os dias são muito mais do que só experiência.
O tempo é provar toda nossa diligência;
Identidade é lutar em meio a essa Babel.

A alma é muito mais que fantasma no escuro.
A consciência é mais que peso na solidão.
Amor é muito mais que só dar nossas mãos;
Coragem é muito mais que descer de um muro.

Lutar é mais que derramar o sangue de alguém.
Ser reto é mais que não fazer mal a ninguém.
O que, então, são esses versos que faço?

O mundo é desafio, não só Terra ou toda gente.
A vitória é constante, é sempre seguir em frente:
Todas as coisas dependem dos primeiros passos!

Por Trás da Cortina

Os muros dos homens tentam conter a violência.
A polícia trabalha, duro, a proteger nosso Estado.
E ainda assim nosso povo pede apenas clemência...

Há mais riqueza e dinheiro do que nunca sonhado.
Grandes casas e prosperidade em todo lugar.
Mas mesmo assim a sociedade vive trancada...

Vivemos num País em que sobram manjares.
Vinhos e carnes gordas, por todas as terras.
E ainda há gente sem poder se alimentar...

Vivemos, hoje, pois, uma eterna e dura guerra:
Onde está o Brasil há tanto tempo prometido,
Em que a justiça vence e o mal se encerra?

A voz do povo é cada vez mais dolorida:
Apesar do que há tanto tempo se ensina,
Tantos pisam no próximo, para subir na vida...

A verdade se esconde por trás da cortina.
Assim a vida segue sem doce e total sonolência,
E seu gosto amargo na boca se refina...


O Último Homem da Terra (A História de Éter)

"E o Senhor falou a Éter e disse-lhe: Vai. E ele foi e viu que as palavras do Senhor tinham sido todas cumpridas; e terminou seu registro (e a centésima parte não escrevi); e ocultou-o de um modo que o povo de Lími o encontrou.
Ora, as últimas palavras que foram escritas por Éter são as seguintes: Se o Senhor desejar que eu seja transladado ou que eu cumpra a vontade do Senhor na carne, não importa, contanto que eu seja salvo no reino de Deus. Amém".

(Éter 15: 33-34)
Então o homem postou-se de frente à cidade
Então admirou-se dos altos prédios das pontes gigantes
Das praças arborizadas e das luzes.
Então encantou-se e sonhou-se poderoso.
Pôs-se a viajar pelos rios de concreto
E nas asas dos aviões.
Deixou de dormir nas noites insones.
Acelerou perigosamente nas vias expressas
E correu entre as grandes casas nobres.
E emocionado chorou com os poentes que viu sobre as altas colinas.
Mergulhou no sem fim das mais belas praias e viveu feliz.
Mas um dia abandonou estas terras.
Partiu sem deixar aviso ou bilhete.
Não olhou para trás.
Deixou sem medo todas as belas mulheres.
Abandonou os carros velozes.
E nunca mais foi visto ali.
Nunca lhe perguntaram o motivo, a causa, a razão, o desejo.
Mas sabia que não poderia ficar.
Sabia que tudo teria seu fim
Dizia a si mesmo que o tempo chegava
Não duraria pedra sobre pedra, tudo chegaria ao fim.
Por isso despediu-se, por isso preferiu a floresta, as árvores,
Acampou nas campinas e nos prados
Com a água dos rios e as frutas das matas.
E sabia que, se um dia, se tudo acabasse,
Se as pedras caíssem e não houvesse ninguém,
Sobraria a esperança de um homem na Terra,
Pois estava no mundo sem ser do mundo.
O último homem da Terra.
Então o homem postou-se à frente de tudo,
E então o Senhor postou-se à frente do homem.


Neblina Densa

Neblina densa cobre os campos à frente.
Sob a chuva, homens se confundem devagar.
Gritos e choros ouvem-se, ao longe, no vento.
O medo do futuro assim invade nossa mente.

Por todo canto, cada um de nós, sem parar
Corre buscando um consolo, algum alento
Antes de, no escuro, prosseguir a caminhada.
Mas como podemos fechar os olhos e sonhar?

Então é preciso ter coragem nesse momento;
Abrir o coração e prosseguir nesta estrada.
Mesmo que seja em dura e fria solidão.

Assim é nossa vida: tão sofrida, e viajada...
Onde há tantas sombras de dor e indecisão,
Nossos passos dependem da fé em nossa mente.


Na Noite os Passos de Teus Saltos Vão

Na noite os passos de teus saltos vão
Para além de todos os ouvidos. Agora,
Pois, penso que é mesmo um adeus;
Sobram, no peito, tristeza, apreensão.

Quem é esta que se vai, pois, embora,
Perturbando, desfazendo sonhos meus?
Não vejo mais, agora, nem teu vulto.
Na lembrança a mente se enamora...

E no escuro, por agora, ficarei eu
Como um solitário perdido, oculto
Mendigando apenas por teu perfume.

Teriam sido nossos frios assuntos,
Um outro alguém, ou o meu ciúme?
E que será agora de nosso coração?

Lenta Marcha

A nossa vida nos leva por caminhos desconhecidos,
Longe dos sonhos, das lendas e dos desejos.
Assim dizemos: - Ficou escuro tudo o que eu vejo!
Não enxergamos nem os passos até aqui já vividos.

O nosso tempo nos faz caminhar em lenta marcha,
Por trilhas que nunca, nem imaginamos.
Devagar, caem todos os nossos caros planos...
O mundo é uma fera, não descansa nem relaxa.

Assim, sobra na boca o gosto de pó e terra,
Cinzas de uma vida, que, assim, se encerra.
As sombras e o vazio parecem ser todo o destino.

Assim se vão nossos sonhos de menino...
Que base sobre os pés temos, pois, nesses dias,
Em que realidade e imaginação são sempre fugidias?

Inveja e Gratidão

A nossa vizinhança é sempre tão sem graça
E as luzes da cidade brilham tão fortes
Aos poucos vão ganhando as mentes.

Em nossas casas cresce o forte desejo
De deixar tudo pra trás.

Nossos colegas têm os mais belos jardins,
Nossos amigos colecionam os melhores carros.

A prosperidade é tão amarga
Quando não passa pela sala de estar...
E o dinheiro vai parecendo tão injusto...

Nada parece acontecer no mundo.

E as nossas vidas vão ficando de lado:
Sempre poderiam ser e nunca são.

Quem dera poder enxergar
O teto sobre a minha cabeça,
O salário no fim do mês,

O diploma enterrado na gaveta,
A família e os amigos de bate papo,
E as tardes de sol no domingo.

A vizinhança pode não ter graça,
Mas nossa casa ainda é a mais bonita...

Hora de Viver

Quando a gente se perder é hora de se procurar.
Quando a saudade aperta é hora de me ver.
Quando o sonho se vai nós só podemos acordar...

Quando a roupa se rasga chega a hora de tecer.
Quando o voo é muito alto é preciso aterrissar.
Quando alguém se ama, chega a hora de dizer...

Quando o espelho quebra é pra parar de se olhar.
Quando a lágrima chega é a hora de então sorrir.
Quando a casa perde a graça é a hora de viajar...

Quando o mundo se fecha é hora de se abrir.
Quando as flores caem é hora de saber semear.
Quando a seriedade acaba é hora de se divertir...

Quando vem a dúvida é a hora de atrás correr.
Quando o certo parece o errado é hora de se refletir.
Quando a morte dá sinal já é mais que hora de viver...



Esperando Pela Vida... Sem Viver

A nossa fé no amanhã é tão longa e inabalável
E nossas vidas vão se prolongando
À espera de tantos sonhos e esperanças
A realidade é menos cruel assim
Conforme passam esses nossos dias
Devagar o tempo passa mas não o sofrer
- A cabeça espera apenas pelo que não vem
Os olhos desejam tudo o que não se tem
Os passos levam na direção do infinito
Mas lá não há como parar para descanso
Sonhar demais às vezes pode ser errado
É preciso ter os pés neste chão
Quanto mais alto maior será a queda
Quanto mais perto mais parecemos longe
- O coração não fica mais satisfeito
O doce da conquista então parece desfeito
Quando já ficou para trás
A saída é buscar cada vez mais e mais
O passado nos deixou um presente deformado
Jogar todas as fichas num futuro sonhado
O presente nosso é um futuro imprevisível
Os sonhos se vão de um jeito tão risível
Se um sonho não nos deixa mais acordar
É hora de acender um alerta no escuro
Antes que fiquemos de cara contra um muro
Esperando um amanhecer que nunca vai chegar...


Esperança e Tormento

A verdade inquieta-se entre tantas mentiras.
A bondade deseja o fim de tanta frieza.
Os olhos não se fecham ao que não se vira.

A confiança está presa entre tanta vileza.
O sonho foi detido pela dura realidade.
A fé procura romper toda essa incerteza.

Assim segue em marcha nossa humanidade
Confusa caminha, indecisa, entre sentimentos:
Bem e Mal, amor e ódio, carinho e saudade...

E, por isso, nem sempre aproveita cada momento.
De cabeça, por vezes, se prepara e se atira,
E cada passo alterna esperança e tormento...

Escolhendo

A verdade e a mentira estão sempre por perto,
O tempo todo, tentam passar por nossas portas.
Para onde, então, seguirão os nossos passos,
Se o que vemos é um futuro, assim, incerto?

A vida nos leva a escrever por linhas tortas,
Caso confiemos no caminho errado. Embaraços
A serem evitados! Como, pois, estar atentos,
Aos enganos, maus intentos, naturezas mortas?

Assim ao Bem buscamos, em eterno descompasso
E ao alcançarmos, oh! Tanto contentamento!
Fazer o certo traz paz para o nosso coração.

Assim escolhemos, dia e noite, a todo o momento,
A quem vamos seguir em cada decisão.
É preciso, pois, ser sábio e estar desperto.

Ecos da Noite

Enquanto as areias do tempo lentas passam,
E o vento leva para longe o passado
A mente ainda se prende às lembranças
- Noites sem fim onde tudo acontece,
Sem fim, é onde ninguém adormece.

Paixões fugazes que acabam noutro dia,
Na boca o gosto amargo da madrugada,
O corpo dolorido, cabeça tão pesada,
E o sol chegando espanta a noite fria...

Enquanto o silêncio cala no peito
E a chuva cai tão devagar sobre o teto
A imaginação segue labirintos sombrios
- Entes tantos queridos, que já partiram,

Segredos que nunca se assumiram.
Portas que rangem sem parar no escuro,
O gosto de tantos amargos licores,
Paixões que morrem e secam como flores...

Quem sabe o que se passa atrás desses muros?
Enquanto a aurora reluz pelos vales
E os rios de asfalto correm pela cidade,
Os faróis da mente prendem os homens

E a consciência por vezes no coração pesa...
Há dores que ninguém consegue ver,
Há embriaguez de desejo a nossa mesa.
Não há recado, palavra ou conselho,

Nada que faça encarar o espelho.
O poente chega com seu negro manto,
Ecos da noite, e fantasmas em canto,
Tomam a memória de tantos corações.

Quais são, de hoje, as fortes emoções,
E os vilões para, então, poder fugir?

Desaparecidos

Os passos correm afetados com medo da tempestade
E a respiração fica ofegante e não para
Há medo neste coração cansado
Perdido e dolorido por todo este lutar parecer em vão...

Se isso é a liberdade eu prefiro me perder.

Há pouco tempo estávamos aqui e a sós
Há pouco estivemos lá e tão juntos
Respirando devagar o ar sob o céu nas colinas
Com os pés descontraídos sobre a grama...

Se isso é o fim eu prefiro a mais triste verdade.

E de repente veio a vida e nos levou
E de repente alguma luz se apagou
Não mais vi por perto quem estava comigo
Então fiquei perdido nesta selva chamada vida...

Se isso é a solidão eu prefiro o adeus.

Lágrimas correm pensando em tantos sonhos pra trás
Há uma barra de vestido vermelho presa nas rosas
Há uma gota de sangue no rastro que deixamos...

E a chuva vem cobrindo meu rosto
E o vento vem pra abafar a minha voz no horizonte
Se isso é um pesadelo eu só quero acordar
Mas parece que tudo virou nada de repente...

Se isso é só apenas eu sei que posso agora dizer:
Se isso somos nós, desapareci com você...




Contradições

Há palavras que nos são um oceano todo de sentidos.
Há pensamentos tão grandes que não cabem no papel.
Verdades absolutas que não podemos escrever.

Porque a vida é sentimento vasto e sem explicação.
Certos desertos não podem ser atravessados sozinhos.
Existem ilhas a que não se chega com qualquer vento.

Há dias de alegria tão grande e mais que absurda.
Há noites em que a tristeza assume nosso coração.
Há penas que escrevem com mel e depois com sangue.

Porque o mundo gira e não nos diz aonde vai.
O destino é perder-se num salto nas águas sem fim.
Risos e lágrimas se alternam na mesma folha branca.

Por vezes as maiores verdades beiram a fantasia.
E as mentiras parecem tão fáceis de poder acreditar...
Como escolher num mundo redondo e sem lados?

Entre o céu e a terra há as vidas que pulsam
Tão pequenas e grandes nesse mesmo momento...
Somos grãos de areia e cosmos ao mesmo tempo.

Somos o tudo e o nada nas páginas da eternidade.
Prisioneiros livres que reinam em nossa escravidão.
Luz e sombra. Som e silêncio. Somos palavras.



Como Saber Nossa Própria Verdade?

Ladrões, santos, juízes refletem-se no espelho.
Amantes e inimigos deixam-lhe seus juízos.
Ora sábios, ora vagos e imprecisos,
Vagamos indecisos, ora de pé, ora de joelhos.

Pois na vida todos os tipos, sim, conheceremos,
Pois todos somos e, ao mesmo tempo, não
Previsíveis e ordenados. Às vezes, a mão
Que acaricia fere; e, pois, como saberemos?

Em nossa própria mente tanto pensamento
- uma hora no céu, outra nesta Terra;
Por vezes, prisioneiros da própria liberdade.

Se nós, homens, mudamos em cada momento
- uma hora em paz, e outra na guerra –
Como, pois, saber nossa própria verdade?

Amor É Um Raio De Sol Numa Manhã de Inverno

Amor é um raio de sol numa manhã de inverno,
Amor é partilhar, sem medo, nosso beijo tão terno.
Amor é início de estação, lá de longe a chegar,
Amor, quando chega, parece nunca se acabar.

O Amor é tão pequeno, cabe em nosso coração,
Amor é tão gigante, do tamanho do Brasil!
Amor é algo que não se conhece, nem nunca se viu,
E o Amor sempre dá um jeito de deixar em nossa mão...

Amor é se jogar sem temor num rio profundo,
Amor é energia, ao rodar ao redor do mundo.
O Amor é eterno insatisfeito, corre sem parar,
Busca o que não tem, não sabe o que encontrar.

Amor voa nas asas dos pássaros, sem pressa,
Amor nos faz segurar quando a mente se estressa...
Pelo Amor os homens se uniram, e as famílias se entenderam,
Corações frios, então, sentiram, e breve, então, se aqueceram.

Amor em frente ao qual sentimos vergonha e timidez,
Amor que faz a cor sumir de nossa tez...
Amor que é maior que todo o sangue e toda glória;
Amor que vence a raiva, amor que entra pra História!

O verdadeiro Amor não se oculta, se declara;
O Amor é sol e oceano, entregando-se na madrugada...
O Amor é cego, o Amor é tenso,
O Amor é sincero, sentimento denso.

Amor, ó sentimento, de faces retorcidas!
Amor, mesmo na morte, nos faz sentir a vida...
Pelo Amor guerras foram vencidas, antes de se começar;
Pelo Amor, as dores sentidas puderam vir a se acabar...

O Amor se nega em nome de alguém,
O Amor sofre por aquilo que no futuro vem.
O Amor é, sempre, o sentimento mais proibido,
Até que venha a nós, é ilustre desconhecido...

Amor é desejar, sem nunca matar a sede;
É mentira enjaulada, e nos envolve em sua rede.
Amor, estranho sentimento: cativeiro e liberdade,
O Amor rompe a mentira, atrás de toda a verdade.

O Amor é louco em toda sua sabedoria,
Se não houvesse o Amor, quanta loucura se faria?
Que todos possam conhecer esse desconhecido,
O Amor vivido, um desejo mais que verdadeiro:

Pelo Amor, nós todos ganhamos nosso Salvador,
Por seu Amor maior do que o mundo inteiro!