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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

ELO PERDIDO

aqui finalmente chega-se àquela distante ponte
àquele elo perdido
ao lugar em que sonhos e realidade convergem
onde no peito palpitam os desejos
antes de chegaram na mente nas vigílias do sono
onde a cinza da vida encontra o carnaval do querer
quando os homens formais dançam valsa
lado a lado com as mulheres selvagens do tango
onde o anima encontra seu animus
onde o nosso ego encontra com a sombra
agora por fim trespassa-se o limite
onde já não se sabe onde é a vida e a morte
onde as estrelas se refletem no mar
lamento pois
sou carne e osso
tu és espírito e luz brilhante
sou tão somente barro aspergido no mangue
és amazona guerreira imortalizada em mármore
por isso vim
pois no final de todas as coisas
há um centro onde todas as coisas convergem
um olho de furacão que une em si passado e futuro
o espírito e a carne
um lugar só nosso chamado amor
beijemo-nos para que sejamos um só
tão eternamente como sempre e jamais podem ser



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