Páginas

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

IMPERMANÊNCIA

mudam-se os tempos entretanto permanece no peito
este fulgor carmim que é dúvida e desespero
ah! o velho sabor agridoce do suor da vida
o sofrimento atroz pela conquista deste pão!
a mente turvada de pensamentos inquietos
correndo qual cavalos bravios pelos prados afora
como um vendaval levando as folhas na tempestade
os dias nos trazem as coroas de louros
lado a lado com noites de frutas desperdiçadas
impermanência
dama cujo vestido de seda púrpura
desliza sobre a pele de nosso rosto
levando o sangue à cabeça e a sanidade até a lama
e no fim mudam-se os tempos

o que não muda são sempre o imprevisto e o acaso

Nenhum comentário:

Postar um comentário