mudam-se
os tempos entretanto permanece no peito
este
fulgor carmim que é dúvida e desespero
ah! o
velho sabor agridoce do suor da vida
o sofrimento
atroz pela conquista deste pão!
a
mente turvada de pensamentos inquietos
correndo
qual cavalos bravios pelos prados afora
como
um vendaval levando as folhas na tempestade
os
dias nos trazem as coroas de louros
lado a
lado com noites de frutas desperdiçadas
impermanência
dama
cujo vestido de seda púrpura
desliza
sobre a pele de nosso rosto
levando
o sangue à cabeça e a sanidade até a lama
e no
fim mudam-se os tempos
o que
não muda são sempre o imprevisto e o acaso
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