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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

FULGOR DE UMA ROSA

agarro-me às pétalas caídas de tuas flores
luto para cavalgar os insetos
busco domar os bravos rios e as chamas
vejo e aprendo com o planar dos pássaros
porém quebro-me como onda ao chegar à praia
sob o mar faço castelo de areia
na terra faço fortaleza de chamas
espalho velas em vigília pela esquina
domo os fantasmas e sombras no pensamento
no entanto sufoco-me sob longas palavras
hei de voar tranquilo entre falcões e águias
os tigres e lobos conhecem-me
venenos de naja e escorpião não me vencem
a tudo resisto pois não me importo
porém o tremor que habita em minha veia
é este querer que consome a alma
aperta-me o pescoço e turva os sentidos
ensina-me a lidar com o fulgor de uma rosa
a vida feriu-me demais entre tantos espinhos


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