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sábado, 12 de julho de 2014

Em Meio a Todas as Coisas

Homens lutam sem fé contra o vazio
No frio da solidão. Passam a vida
Frágil, leve e desperdiçada. Tão sombrio
É o retrato de suas almas doloridas.

Mulheres e crianças seguem ressentidas
Numa vida de vaguidão. Corre qual rio;
Sentimentos despedaçados. A água, caída,
Das fontes de rancores, tão fugidios!

Pois em nós às vezes este mundo
Nos prega peças de grande mau gosto;
Os nossos sonhos viram medo profundo

Ao não se realizarem. E aquele suposto
Sabor da vitória vira tamanha depressão.
Em meio a todas as coisas só achamos solidão...

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