A pior coisa que
eu posso imaginar
É me tornar um
velho triste
De tanto
trabalhar.
É virar um porco
rude
Estressado com a
vida
Carregando na
alma as feridas
De uma vida sem
sonhar.
É olhar no
espelho e ver,
Sem me assustar
Um rosto
desfigurado
Por amargura
envelhecida.
Isso é porque
agora
Estou à frente de
um labirinto
Meu caminho é
incerto
Tanto faz se é
longe ou perto.
É a hora de
encarar a vida
Dar a cara pra
bater (e apanhar),
É fácil se perder
numa esquina,
E se deixar
vencer.
A pior coisa que
eu posso imaginar
É ser pisado
pelos homens
Que querem me
escravizar.
A pior coisa que
vejo à minha frente
É ter minha
árvore do futuro
Ser podada de
repente.
Isso é porque
agora,
Dentro de mim,
prudente,
Há uma nova
semente
Que insiste em
germinar.
O sonho tem
pressa,
E confuso, porém,
ora, alegre e tristonho,
Quero ir atrás do
meu ideal.
Não peço muito, é
quase nada,
Não encare como
piada.
Quero ser feliz,
escolher o meu amor.
Cada dia será um
diamante raro
Precioso e belo
de se ver.
Cada tristeza
ficará guardada
Dentro de uma
garrafa de fel,
Pra logo se poder
esquecer.
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