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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

A Pior Coisa

A pior coisa que eu posso imaginar
É me tornar um velho triste
De tanto trabalhar.
É virar um porco rude
Estressado com a vida
Carregando na alma as feridas
De uma vida sem sonhar.
É olhar no espelho e ver,
Sem me assustar
Um rosto desfigurado
Por amargura envelhecida.
Isso é porque agora
Estou à frente de um labirinto
Meu caminho é incerto
Tanto faz se é longe ou perto.
É a hora de encarar a vida
Dar a cara pra bater (e apanhar),
É fácil se perder numa esquina,
E se deixar vencer.
A pior coisa que eu posso imaginar
É ser pisado pelos homens
Que querem me escravizar.
A pior coisa que vejo à minha frente
É ter minha árvore do futuro
Ser podada de repente.
Isso é porque agora,
Dentro de mim, prudente,
Há uma nova semente
Que insiste em germinar.
O sonho tem pressa,
E confuso, porém, ora, alegre e tristonho,
Quero ir atrás do meu ideal.
Não peço muito, é quase nada,
Não encare como piada.
Quero ser feliz, escolher o meu amor.
Cada dia será um diamante raro
Precioso e belo de se ver.
Cada tristeza ficará guardada
Dentro de uma garrafa de fel,
Pra logo se poder esquecer.

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