Há
mágoas secretas embaixo dos sorrisos,
E há
sarcasmo embaixo de falsa paz...
Há
tantas loucuras sob os nossos juízos;
Na
face se confundem todos nossos sinais.
Há
amantes que disfarçam o que há no coração;
Repousam
solidões por baixo da história.
Tempestades
em copo d’água caem sem solução,
Dentro
das faces que a verdade escondiam
E
nesses dias,
De
sangue e glória,
Qual
será nossa história
Nesses
diários sombrios?
Por
que é que, por vezes tentamos esconder
Tantos
pesares, lágrimas, que inquietam a alma?
Por
que é que atuamos num teatro, sem prazer,
Anestesiando
doenças que nunca se acalmam?
Talvez
porque tenhamos medo, ou aversão
Do
que às vezes queremos tanto ser?
Talvez
a verdade não nos dê solução;
Ou
porque os segredos não nos causem prazer?
E
nesses dias,
De
ouro e trevas,
Quais
são nossas reservas
Em
tantas vidas vazias?
Mão
e aranhas podem ser iguais;
A diferença
está no nosso coração.
Dedos
e garras podem ser diferentes;
A semelhança
está na mente.
Há
carícias de amor, raiva e solidão;
Causar
uma guerra ou a paz...
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