Então
as vitórias se derrotam na memória,
E as
nossas pegadas se apagam, na areia.
Os
novos tempos trazem, aos copos, tempestade.
Então
o dia a dia sob as luzes da cidade
Vira
um oceano a ferver em nossas veias,
Onde
a tinta do destino reescreve a história.
Onde
estavam os velhos sonhos de criança
Atrás
dos quais brincávamos, a correr?
Onde
estavam as velhas histórias sonhadas?
-
Piratas! Herois! Amores pela madrugada!
A
fogueira da juventude espalha cinza a perder
De
vista, além dos tempos e da lembrança.
No
espelho sobra uma distorcida imagem
Do
passado, lutando, para se eternizar.
Velhos
quadros, fatos, casas, como lembrança.
Na
luta eterna entre desencanto e esperança
Somos
peças num tabuleiro em eterno lutar.
Haverão
oásis a nos salvar destas miragens?
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