Páginas

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Impermanência

Então as vitórias se derrotam na memória,
E as nossas pegadas se apagam, na areia.
Os novos tempos trazem, aos copos, tempestade.

Então o dia a dia sob as luzes da cidade
Vira um oceano a ferver em nossas veias,
Onde a tinta do destino reescreve a história.

Onde estavam os velhos sonhos de criança
Atrás dos quais brincávamos, a correr?
Onde estavam as velhas histórias sonhadas?

- Piratas! Herois! Amores pela madrugada!
A fogueira da juventude espalha cinza a perder
De vista, além dos tempos e da lembrança.

No espelho sobra uma distorcida imagem
Do passado, lutando, para se eternizar.
Velhos quadros, fatos, casas, como lembrança.

Na luta eterna entre desencanto e esperança
Somos peças num tabuleiro em eterno lutar.
Haverão oásis a nos salvar destas miragens?


Nenhum comentário:

Postar um comentário