E
as estrelas embalam dos loucos a noite,
E a
lua inspira suas doces canções.
E
as antigas histórias se tornam verdade,
Em
frente à fogueira das nossas vaidades.
E
nos dados da sorte rolam as paixões
De
mil condenados a eternos açoites:
Vivendo
à margem de toda esta sociedade,
Embriagados
do vinho da tal liberdade,
Longe
das luzes seguras das nossas casas...
E
as palmeiras embalam o selvagem moderno,
Vivendo
tão longe desse nosso feudo.
Distantes
dos reis de carinhos tão ternos,
Usando
a violência pra afastar o medo.
Pois
as tropas, os cavalos, as armas falam,
Preservando
a paz nesses nossos dias
E nossas
grades e portões, pois, logo calam
As
bocas e vozes de quem ameaças fazia.
Não
dá pra deixar de dizer que há algo errado,
Mas
logo é melhor pois parar de pensar:
O
problema é um novo mundo, livre, sonhado,
Ou
a velha e segura realidade a nos dominar?
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