Páginas

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Civilizações

E as estrelas embalam dos loucos a noite,
E a lua inspira suas doces canções.
E as antigas histórias se tornam verdade,
Em frente à fogueira das nossas vaidades.

E nos dados da sorte rolam as paixões
De mil condenados a eternos açoites:
Vivendo à margem de toda esta sociedade,

Embriagados do vinho da tal liberdade,
Longe das luzes seguras das nossas casas...

E as palmeiras embalam o selvagem moderno,
Vivendo tão longe desse nosso feudo.
Distantes dos reis de carinhos tão ternos,
Usando a violência pra afastar o medo.

Pois as tropas, os cavalos, as armas falam,
Preservando a paz nesses nossos dias
E nossas grades e portões, pois, logo calam
As bocas e vozes de quem ameaças fazia.

Não dá pra deixar de dizer que há algo errado,
Mas logo é melhor pois parar de pensar:
O problema é um novo mundo, livre, sonhado,
Ou a velha e segura realidade a nos dominar?

Nenhum comentário:

Postar um comentário