Toda
fé é como um rio correndo pela realidade.
Leva
pra longe as folhas e barcos de papel.
Carrega
os homens pelo desconhecido,
Traz
as mulheres para as florestas distantes.
Mostra
às crianças e aos jovens a vida real.
No
caminho somos pedras a rolar.
Viramos
aos poucos canoas sem rumo,
Folhas
a atravessar a correnteza selvagem.
Como
saber as corredeiras que virão?
Como
prever as cataratas sem cair?
Mas
quanto mais viajamos pelos bosques,
Pelas
matas e pelos prados,
Entre
as luas e os sóis, entre as cavernas,
Podemos
flutuar presos aos troncos da esperança
E olhar
para os lados para as árvores,
Para
as flores dos campos e frutas das copas,
As
areias dos oásis e as lamas dos mangues.
Passar
ilesos pelas feras da escuridão
No
fim todos nos veremos nos mares da eternidade.
Tudo
o que lá teremos e que nos restará:
As
marcas no corpo, lembranças da gente...
Toda
fé, toda crença, esperança nos levará,
Mas
é o que nos leva que fica na mente.
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