Em
qual Éden nos perdemos, em qual Jardim nos oprimiram?
Quantas
cruzes já carregamos?
Talvez
olhando para trás, pudéssemos ver nossos passos,
Através
de tempo e das estrelas, entre a eternidade e os mistérios.
Talvez
quiséssemos mudar as coisas...
Mas
então saberíamos que tinha de ser assim.
Talvez
nosso maior acerto viva entre nossos erros –
Sempre
podemos escolher o caminho.
Pelos
pregos e pelas lanças, pelas coroas e pelo sangue,
Novamente
temos chance de viver lado a lado,
Num
lugar que sabemos ser melhor.
Somos
cegos cruzando o oceano;
Não
acreditamos em destino ou sorte.
Misericórdia
queremos e não a morte!
Pensamos
em Teu sangue a cada pecado, sabemos ser culpados de tuas feridas.
A
vida é luta tão dolorida,
Pior
é o mar que tens, por nós, enfrentado.
Os
cravos da dor em tuas palmas me lembram da minha carne e espinhos.
Nesses
mares sei que não estamos sozinhos;
Na
tempestade, nos conduz com terna, eterna calma.
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