Aos
poucos, o homem deixa
de
enxergar o que acontece.
E
assim tão devagar padece;
acostuma-se,
não se queixa.
Nossos
pensamentos vazios
ficam;
e, do real, distantes.
Nos
perdemos num instante,
numa
realidade tão sombria.
A
tragédia fica tão invisível;
o
sofrer alheio já não existe.
Riqueza,
é tudo que importa.
Vivemos
já em pátria morta,
onde
paz, amor já desistem.
Será
a alienação invencível?
Nenhum comentário:
Postar um comentário