Marcha sobre a
terra sangrada pela dor
A alma do
desabrigado ardendo sem cor.
A verdade é uma
cobra
Que se ignora
numa guerra.
Para os bravos é
açoite;
Em suas mentes
abre remorsos desmedidos.
Havia comida de
sobra, mas não se comeu,
Por nojo.
Todo dia e toda
noite os corpos das crianças
Viram ração
canina.
Ele foi à batalha
E por seu povo
lutou por amor.
Matou mas
morreu... Trespassado!
... Ainda se
escuta seu grito de horror.
Condenado vaga entre
céu e purgatório
Pois tirou vidas
sem hesitar
E gostou de ver
lágrimas caindo.
Pequeno menino...
Ainda se iludindo?
Por você já não
vão chorar.
Já vai tarde;
Pois seu tempo é
um tenebroso inverno...
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