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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Condenado

Marcha sobre a terra sangrada pela dor
A alma do desabrigado ardendo sem cor.
A verdade é uma cobra
Que se ignora numa guerra.
Para os bravos é açoite;
Em suas mentes abre remorsos desmedidos.
Havia comida de sobra, mas não se comeu,
Por nojo.
Todo dia e toda noite os corpos das crianças
Viram ração canina.
Ele foi à batalha
E por seu povo lutou por amor.
Matou mas morreu... Trespassado!
... Ainda se escuta seu grito de horror.
Condenado vaga entre céu e purgatório
Pois tirou vidas sem hesitar
E gostou de ver lágrimas caindo.
Pequeno menino... Ainda se iludindo?
Por você já não vão chorar.
Já vai tarde;
Pois seu tempo é um tenebroso inverno...


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