Cada vez que
acordo ouço calado a tempestade de vozes
Vindas de todo
lugar.
Caem, feito
trovões, sons de gritos, lamentos,
Como o céu a
desmoronar
- Às vezes só
histórias a se fechar.
Brilham igual
sonar luzes a me ofuscar
Qual relâmpagos,
apenas, logo a se apagar.
Meu mundo é uma
nuvem, assusta quem olha de longe.
Meu tempo é
bussola falsa, sem porquê, quando ou onde.
Cada vez que
canto, ponho pra fora rancor e pesadelos.
Sei, no entanto,
E afasto hoje,
sempre e agora aquele que puder vê-los.
Quando encaro o
espelho vejo aquele menino
Perdido e
franzino
Que nunca soube
direito o que era amar.
Quando derramei
meu sangue no chão,
Senti nojo e
paixão pelo que fui me tornar.
Quando deixei a
raiva fluir sabia que era perigoso.
Por isso tentei
lutar...
Quando senti o
amor pulsar sabia que era impossível.
Por isso fui
irredutível...
Quando dormi
senti chegar a felicidade
Mas o sonho
acabou.
Achei melhor
ficar quieto igual criança
Deitado sob as
cobertas esperando uma fada chegar,
Mas a espera é
longa demais...
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