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segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Bússola Falsa

Cada vez que acordo ouço calado a tempestade de vozes
Vindas de todo lugar.
Caem, feito trovões, sons de gritos, lamentos,
Como o céu a desmoronar

- Às vezes só histórias a se fechar.

Brilham igual sonar luzes a me ofuscar
Qual relâmpagos, apenas, logo a se apagar.

Meu mundo é uma nuvem, assusta quem olha de longe.
Meu tempo é bussola falsa, sem porquê, quando ou onde.
Cada vez que canto, ponho pra fora rancor e pesadelos.

Sei, no entanto,
E afasto hoje, sempre e agora aquele que puder vê-los.
Quando encaro o espelho vejo aquele menino
Perdido e franzino
Que nunca soube direito o que era amar.

Quando derramei meu sangue no chão,
Senti nojo e paixão pelo que fui me tornar.
Quando deixei a raiva fluir sabia que era perigoso.
Por isso tentei lutar...

Quando senti o amor pulsar sabia que era impossível.
Por isso fui irredutível...
Quando dormi senti chegar a felicidade
Mas o sonho acabou.

Achei melhor ficar quieto igual criança
Deitado sob as cobertas esperando uma fada chegar,
Mas a espera é longa demais...

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