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domingo, 30 de março de 2014

Todas As Almas se Encontram

Nas esquinas da vida todas as almas se encontram
Tão sozinhas elas vagam, tão perdidas e sem sentido;
Os nossos lábios contam as mais variadas histórias
Entre a verdade e a mentira assim transitamos.

Como saber de alguém a mais pura verdade?
Como saber se são sinceros de alguém os lábios?
Como saber se há mel ou veneno por trás de um beijo?
Como saber se as mãos portam dedos ou aranhas?

Aonde vão os passos dos homens na noite depois
Que todas as coisas fecham os olhos?
Em que lugares divagam nossos pensares e agires
E como saber o que há por trás desse doce sorriso?

Há coisas que simplesmente não possuem resposta
Anedotas e charadas no silêncio e no escuro.
Há passos que apenas nós podemos trilhar
Em busca das respostas tão sérias que queremos.

Será que realmente desejamos a realidade?
Não seria melhor flutuar no invisível?
Talvez assim nos deixemos enganar demais por tudo
Mas há quem ache que assim está mais feliz...

Quem somos nós para qualquer julgamento?
Quem somos nós além de meras estátuas nas praças
Que nem sabemos quem são e fogem da verdade
Que por vezes nem queremos buscar?

Seria melhor prosseguir assim nossas pequenas vidas
À beira do mundo real vivendo em sonhos?
Seria melhor correr como loucos sob a chuva e assim
Desmaiar sozinhos, dentro da escuridão?

Na esquina da vida todas as almas se encontram.
Mas a sinceridade se busca nas curvas sobre o abismo.

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