Nas
esquinas da vida todas as almas se encontram
Tão
sozinhas elas vagam, tão perdidas e sem sentido;
Os
nossos lábios contam as mais variadas histórias
Entre
a verdade e a mentira assim transitamos.
Como
saber de alguém a mais pura verdade?
Como
saber se são sinceros de alguém os lábios?
Como
saber se há mel ou veneno por trás de um beijo?
Como
saber se as mãos portam dedos ou aranhas?
Aonde
vão os passos dos homens na noite depois
Que
todas as coisas fecham os olhos?
Em
que lugares divagam nossos pensares e agires
E
como saber o que há por trás desse doce sorriso?
Há
coisas que simplesmente não possuem resposta
Anedotas
e charadas no silêncio e no escuro.
Há
passos que apenas nós podemos trilhar
Em
busca das respostas tão sérias que queremos.
Será
que realmente desejamos a realidade?
Não
seria melhor flutuar no invisível?
Talvez
assim nos deixemos enganar demais por tudo
Mas
há quem ache que assim está mais feliz...
Quem
somos nós para qualquer julgamento?
Quem
somos nós além de meras estátuas nas praças
Que
nem sabemos quem são e fogem da verdade
Que
por vezes nem queremos buscar?
Seria
melhor prosseguir assim nossas pequenas vidas
À beira
do mundo real vivendo em sonhos?
Seria
melhor correr como loucos sob a chuva e assim
Desmaiar
sozinhos, dentro da escuridão?
Na
esquina da vida todas as almas se encontram.
Mas
a sinceridade se busca nas curvas sobre o abismo.
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