Sou
vento, sou fogo, sou palha no fim da tarde.
A
voar sem rumo e erro pelo vento.
Sou
o sol que no poente brilha e arde.
Sou
infinito guardado em breve momento.
Espinho
da mais bela rosa a causar dor.
Sou
tudo o que cabe em um só pensamento.
Sou
ferrugem ainda a brilhar com todo o fulgor.
Breve
infinito ao longo de todos os anos.
E
paz que sobrevive à embriaguez do amor.
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