Não
temo mais a vida, pois tudo passa por mim
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a tristeza, a alegria, a melancolia e a beleza.
Tudo
me deixa uma marca tão cheia de sutileza,
De
modo que se vai, sem me deixar, enfim.
Não
temo mais o futuro; pois sei que o presente
Nos
é dado por um passado de erros e acertos.
Todas
as coisas são instrumentos em concerto;
A
música depende do que o nosso coração sente.
Não
tenho medo de me machucar, pois a dor
É
como água sobre o solo; é sangue, e licor
Que
nos obriga a prosperar, nos leva a crescer...
Não
temo a morte, pois o medo é passageiro;
Somos
forasteiros nesta vida o tempo inteiro,
E a
certeza da morte é aquilo que nos faz viver...
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