Um
dia saí de casa em direção ao mundo.
Na
cabeça a confusão, o medo frente a tudo.
Houve
solidão, no peito vaguidão.
Um
dia houve tanta tristeza, fiquei no meio.
Um
dia virei diamante, preso no veio.
Nas
minas mais fundas da mente,
Ainda
bate um coração tão dormente...
Heróis
e heroínas então se misturaram.
A verdade
era só apenas o que me falaram,
Ou
será que alguém mentiu?
A
pequena criança apenas sorriu...
Um
dia após o outro, a vida passa.
A
gente vai vendo o filme, na mente a graça.
Será
tão divertido pra mim?
Já
vi gente se esconder assim,
Por
trás de uma leve máscara de farsa...
Um
dia se dá as costas para o passado,
Um
dia de saco cheio, inconformado;
A
gente, de tanto tentar entender,
Faz
questão de seguir e apenas se esquecer.
A
alegria deixa pra lá e vira nossa comparsa.
Um
dia, porém, alguém vai perguntar:
O
que pode acontecer quando se lembrar
Do
terremoto que, aqui, passou,
E
de toda a sensação que nos ficou,
Dos
corações partidos e infâncias roubadas?
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