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quinta-feira, 1 de maio de 2014

Infâncias Roubadas

Um dia saí de casa em direção ao mundo.
Na cabeça a confusão, o medo frente a tudo.
Houve solidão, no peito vaguidão.
Um dia houve tanta tristeza, fiquei no meio.
Um dia virei diamante, preso no veio.
Nas minas mais fundas da mente,
Ainda bate um coração tão dormente...
Heróis e heroínas então se misturaram.
A verdade era só apenas o que me falaram,
Ou será que alguém mentiu?
A pequena criança apenas sorriu...
Um dia após o outro, a vida passa.
A gente vai vendo o filme, na mente a graça.
Será tão divertido pra mim?
Já vi gente se esconder assim,
Por trás de uma leve máscara de farsa...
Um dia se dá as costas para o passado,
Um dia de saco cheio, inconformado;
A gente, de tanto tentar entender,
Faz questão de seguir e apenas se esquecer.
A alegria deixa pra lá e vira nossa comparsa.
Um dia, porém, alguém vai perguntar:
O que pode acontecer quando se lembrar
Do terremoto que, aqui, passou,
E de toda a sensação que nos ficou,
Dos corações partidos e infâncias roubadas?

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