Ao longo do tempo atravessei longos
mares.
Vi o por do sol em terras tão
desconhecidas.
Minhas mãos tocaram a neve sobre as
montanhas.
Os passos apertaram-se pelas matas
escuras.
Ao longo do tempo corri entre os prados
e neblinas...
Procurei buscar as canções mais antigas.
Sorri entre os encontros e luzes das
cidades.
No entanto olhos famintos eu tinha;
Deixei o coração à deriva nas esquinas
do mundo.
A mente foi-se turvando nas mentiras
dos homens
E os remos apenas levaram-me de volta...
No entanto as feras me apartavam pelos
desertos;
Sobre mim ouvi o rugido dos lobos
Rasgando a minha carne
Punindo-me pelos meus atos impensados.
Só os tempos ensinaram-me toda a
verdade...
Só os dias mostraram-me o tamanho de
tanta vaidade:
- É veneno que cega e nos queima toda
colheita.
Nossos trigais ressecaram antes do
tempo;
Nossos rios secaram em um momento.
As areias das dunas nos cobriram.
Para mim só as tempestades sorriram...
Busquei o perdão vivendo no errado.
Busquei redenção nos portões da maldade.
Molhei os lábios no fel da falsidade.
Pelo mundo logo fui dominado...
Tudo por ter deixado de lado os
espelhos:
- A minha imagem...
O meu coração...
Todas as minhas verdades.
Descobri que para vencer a travessia e
encontrar a paz
Precisava descer uma luz pela mente
Desvendar do coração os segredos.
Enfrentar os ratos;
As cobras e os escorpiões lá estavam.
Só assim encontrei o fim da batalha.
Pude respirar o ar doce da vida.
Em vão busquei pelos céus nesta Terra.
Hoje sei que só posso encontrá-los
assim:
Entre o Bem e o Mal há eterna guerra;
A vitória vem de acordo com o que há em
mim.
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