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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Poeta Criminal (Poema)

Pela rua um formigueiro sai de casa sem parar,
Com os planos de viver mais um dia para trabalhar.
Às casas voltam logo só pensando em descansar,
E assim passam os dias e ninguém quer confessar:

- A vida virou um tédio e não dá mais pra aguentar!

Nunca antes pelas ruas ouvi tanto palavrão;
Vejo que piora essa nossa falsa educação...
Se é que já tivemos algo assim nessa Nação,
Pois a violência vem da nossa frustração!

Nossos carros crescem cada dia mais e mais,
Enquanto a nossa natureza vai ficando para trás.
A nossa riqueza aumenta e a elite se compraz,
À medida que a nossa juventude se desfaz!

Nossas noites são de farra e bagunça pra valer
- Num dia é eu te amo, amanhã, quem é você?
Assim nascem nossos filhos repetindo o que fazer;
Assim cresce nosso povo, espelho de falso prazer!

Sei que você se pergunta por que é que sou assim,
Revoltado e perdido, tanto pensamento em mim...

Vamos juntos, andar pelas ruas deste mundo tão normal;
A verdade dói na alma, nossa terra é desigual.
Por isso falo aquilo que é do mundo real:
Sou maluco! Sou bandido! Sou poeta criminal...

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