Solitário
ando pelas ruas da cidade
Em
meio à multidão
Sem
rumo penso sem parar
E
o mundo segue em agitação
As
faces gentis se tornam falsas
Escondem
olhos sem alma
Os
dedos apontam sem parar
Tanta
ira se dispara
Anseio
por perguntas
Num
mundo de respostas
A
vida e seus assuntos
Já
pesam tanto em minhas costas
O
futuro já parece o passado
E
o presente é uma ilusão
Talvez
seja exagerado
Mas
já não vejo uma razão
Por
trás de todas as coisas
Não
há lugar pra virtude
Nessa
terra de impurezas
Onde
a pose e a atitude
São
do povo a única firmeza
E
as máscaras se espalham
Por
toda uma Nação
O
País do sol se torna em sombras
Atrás
de nossa humilhação
-
Sou refém de mim mesmo...
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