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sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Tudo que Restou

Corremos contra o vento oriental.
Colhemos a palha no vendaval...
Na boca o amargo gosto do veneno
De uma vida sem momentos serenos.

Deixamos para trás a Terra prometida
Deixamos tudo se perder na vida...

E agora tudo o que restou
Somos você e eu.

E agora o que o coração suportou
Não é o que o destino prometeu.

Quantos frutos proibidos há no mundo?
Quantos grandes edifícios do absurdo?
Há tantas vozes que voam no vento.
Dá pra se confundir a qualquer momento...

Vivemos num mundo construído na areia.
Alicerce já ruído pelos pecados nas veias.

Vem o vendaval e a chuva e o temporal...
Vidas se separam sem final.

Há dias em que falamos sem pensar.
Logo o destino a nos ensinar...

A felicidade é breve e alegre cena.
Ser feliz está nas coisas pequenas.

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